Um Livro

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Queria ser um livro, mas não um livro qualquer, desses que são esquecidos na estante e nunca são livros. Queria ser um, que o leitor ao ler, sentisse o quão é poderoso o ato, como que desvendando um crime agathiano. Queria ser um livro, onde a constância das palavras, fossem equitativamente entendidas, sem necessidades vãs. No meio da tormenta, em uma noite escura, tento vislumbrar o horizonte, que na sua infinitude se estende a mim, como um tapete vermelho, sujo rasgado, inerte, morto. 
Queria ser um livro, mas não aqueles manuais de boa conduta, ou aqueles que te ensinam a serem felizes, esses falacianos de plantão, somente se preocupam com a sua tiragem, eu queria ser o oposto, mesmo que lido esporadicamente, gostaria de ser e não a representação do que poderia ser.
Somos jovens, adolescentes, adultos e velhos, um compêndio que reúne em si toda a carga histórica, de uma vida com vários pontos de paragens, e em cada uma dessas paradas, significando o re-começo de algo novo, não mantendo em si a continuidade do antes.
Enfim, queria ser um livro, um romance, um drama ou mesmo uma comédia. Muito me apetece “uma guerra e uma paz”, os caminhos tortuosos de um Pança, o peso inerte e morto, do mesmo morto à costas do andarilho, uma carta lida pós holocausto, impressa a sangue coagulado, ascender a uma montanha mágica, onde Mann teve a sua revelação, discutir uma pista que nos leve à ação de Otelo, sentir na pele o drama do proletário russo, numa carroça em meio ao inverno torturante, e mesmo assim manter fiel sua lealdade.
Qual livro você desejaria ser?

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Aos Lobos as Crianças Que Éramos

Crescem-se os filhos, crescem na medida proporcional dos lucros com o medo.

Faço um resumo de mim mesmo: Fumante, viciado em café, literatura mundana, atraente, frugal e vulgar. Não ando sobre águas, nem vomito latim, não verbalizo o verbo mais que perfeito.

Não admito prosa sem rima. tapete sem ácaro, livro sem riscado, celular da tim, café sem cigarro, broa sem milho, frio sem chocolate, futebol sem rivalidade, peido sem som, não ouvir o ronco do amor querido, simplesmente não admito.

Choro com comerciais do dia das mães, dou risada dos vídeos do mundo canibal, assisto the big bang theory, suits e o falecido seriado dr. house. Axé.

Durmo tarde, acordo “cedo”, leio notícias no folhetim eletrônico matinal, o extinto rádio em tempos remotos e sombrios.

Leio uma barbaridade e nessas leituras interpreto por meio de uma visão desconhecida dos marcianos que vivem na terra, que nosso senso do senso se está esvaindo, nos programas massivos de entretenimento da massa acéfala, analfabeta política, muda, passiva e tola (PMEMAAPMPT).

Vivia eu em um mundo, onde a arte da conquista, o jogo de sedução, a aproximação corporal, o pegar por partes conforme o tempo de namoro, a primeira conjunção carnal, o primeiro cigarro depois, tudo isso levava em média 1 ano, 7 meses, 2 semanas e 5 dias.

Hoje pasmem meus amigos leitores de passa tempo, hoje repetindo, contemporaneamente, vida pré-umbral, choquem-se em suas verdades absolutas, demora exatamente o tempo do VÂMO. Para uns esse tempo materializado no verbo, é relativamente o tempo empenhado. Explicando melhor $$$$$, mais claro que isso só desenhando.

Eu sou a favor da ditadura fascista e autoritária e cerceante, como forma de governo, mas sem a violência e os atos institucionais. Assim seria por exemplo, considerados subversivos da cultura tupiniquim guarani, cânticos em louvor à ignorância debil, a estupidez, ai isso, ai se eu aquilo. Músicas que instrumentalizam e materializam o órgão do seu próprio corpo, como elementos produtivos, como forças produtivas. Sou a favor do código moral social, não religioso.

O mundo vai acabar em 2012, escuto o noticiário. Depois tudo é caos, meu deus, quantos anos vou ter, será que comprarei aquele carro, fiat 147 amarelo-ovo, rebaixado, com vidro fumê e anteninha de GTI? outro pensa: será que “pego” a vizinha, ixi tenho que fazer as pazes com meu pai imagina outro. Ai meu deus o mundo vai acabar. Um passa para o outro e assim segue seu curso. O medo vende, escraviza, atordoa e aliena. O medo imposto pelos meios de comunicação de massa, estudados brilhantemente pelos alunos da escola de Frankfurt, permeia toda a nossa existência. O nascimento, o medo da deformação, o nascer, o aprendizado através da ação física desproporcional entre tamanho, altura e força, o famoso pescoção, que nos causava alguns vergões em alto relevo. O medo da escola, o primeiro dia, o medo de não terminar o 3° colegial, ficar em alguma matéria. Enfim a fase da adolescência x adulto se aproxima. O vestibular, esse ser mitológico, de 3 cabeças que guarda a entrada do sonho de festas, sexo, álcool e rock and roll, forró pelo amor de Rá, isso é coisa de colegial. A UFU.

O medo do mercado, diga-se de passagem, capitalista, explorador, produtor da dialética fome x lucro. O medo da primeira (o) namorada (o), vixi. O medo da família do namorado(a), será que vão gostar de você? O medo da criação do filho. Aí começa tudo de novo. Crescem-se os filhos, crescem na medida proporcional dos lucros com o medo.

Célio Bernardo Supertramp – @CelioBernardo

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Ser Professor

mestre

Somos assim. A cada novo dia e despertar, saímos rumo a uma nova tarefa. Ao sair da sala dos professores, rumo ao campo de batalha, vemos por esse curto caminho percorrido, carinhas mil. Sorrisos, bom dia daqui bom dia dali, faces expondo o sono, remela, disposição, nem tanto. Você percorre os corredores, e alunos nas portas das salas esperando, ansiosos, nem tanto. Primeira aula, acorda fulano, s

enta direito ciclano, as carteiras mais parecem camas, os livros travesseiros. Coloca-se ordem na sala, zumzumzum, silêncio. Matéria colocada no quadro, as cópias sendo feitas na velocidade de um bicho preguiça. Histórias são contadas, experiências reveladas, teoria sendo destroçada, gracinha daqui, café amargo com o Guilherme. O que faz um professor ser professor, não é dinheiro, não é fama, nem beleza (apesar de eu possuir essas qualidades todas). O que faz o ser professor é a paixão que emana, seja do olhar, seja do sorriso, seja da ajuda, seja do carinho, seja da mágoa, seja do saber, seja da criticidade. O que faz o “ser professor” é a capacidade de inspirar talentos, ajudar os que tem dificuldades, ser pai, amigo, irmão, mãe, tio….enfim ser professor.

PARABÉNS a todos os professores e também aos alunos que esse dia não deixa de ter um pedacinho de vocês.

Publicado em out 2012 | 2 Comentários

Uma Pequena Análise

Somos o país do futuro. Não. Já somos. Economicamente falando o Brasil ocupa entre o 7° e o 4° lugar em desenvolvimento econômico. Essa estimativa não se reflete na questão social. O desenvolvimento intelectual e ideológico não seguiu a mesma trilha econômica. Vários são esses fatores que contribuem para essa derrocada. A geração internet, que vemos cercear a criatividade, formando cidadãos acríticos, sem esse estímulo político, preocupados com jogos virtuais, cores de esmalte, e novela e afins. Temos o “jeitinho brasileiro”, onde o POVO quer levar vantagem em tudo, mesmo passando por cima de seu semelhante laboral. Não podemos dessa forma, criticar quem escolhemos politicamente, pois o mesmo político escolhido saiu do seio desse povo. A rede educacional, com o perdão da palavra é uma MERDA. Passando para o próximo ano alunos que estão defasados intelectualmente, pois não se pode mais reprovar na rede pública. Somando-se a isso temos esses mesmos alunos em universidades, levando com a barriga o problema social e ajudando nesse fosso. Então o que devemos fazer é parar de reclamar de tudo, de políticos, de classe, de salários baixos. O que devemos fazer é agir, colocar em prática nossas verbalizações.

Célio Bernardo – @CelioBernardo

Imagina Isso > “…alunos que estão defasados intelectualmente, pois não se pode mais reprovar na rede pública” sendo OBRIGADO a votar. E ainda os idiotas hipócritas tem a coragem de querer convencer os outros que aqui é o país do futuro.

Gente, aqui é o país das cotas raciais, da bolsa família, do vale gás, da impunidade, dos altos impostos, das lutas desumanas na floresta Amazônica, da falta de educação, da falta de segurança, da falta de saúde pública, da corrupção sem precedentes, da falta de investimentos em pesquisas, do serviço militar obrigatório, do serviço público de baixa qualidade, de um dos menores IDH’s do mundo, da burocracia, dos 50.000 assassinatos por ano, onde a marcha da maconha e das vadias consegue reunir 100 vezes mais pessoas que a marcha contra a corrupção, onde o parque industrial está a cada dia menor etc, etc, etc e os ignorantes achando que Copa do Mundo e Olimpíada vai tirar o país da lama.
País do futuro é a China que tem a “competência” de vender porcaria pro Brasil”.

Fabriani Melazzo – Publicitário - http://unalettera.tumblr.com/

 

Publicado em abril | 2 Comentários

Vestígios

“Por toda a parte que se olha, há vestígios da vida querendo ser vista. Cabe a cada um de nos educar nossos olhares entender e saber expressar as emoções.
Passamos a maior parte do tempo presos a coisas que não fazem o menor sentido que nos suga a vitalidade e faz com que desapareça ou se adormeça a criatividade criativa que temos em nós, necessitamos exercitá-la como a um neuronio que por sinapses capta e transfere por questões de milézimos de segundos toda a energia, a transformando em ação, emoção, direção … Bendito aquele que ao ser contemplado pela alegria de viver aceita de braços abertos essa dádiva despertando para tudo que antes não tinha cor, dilatando sua pupila emocional para aproximar e captar todos os detalhes da imagem registrando-a em todos os sentidos. Sentindo seu agradável cheiro, sua aspera superfíciem, seu doce sabor e escutando suas badaladas como as de um grande sino oriental tocadas tradicionalmente na na china para o despertar de um novo ano e simbolizando superações.”

De: Geórgia Marques - https://www.facebook.com/profile.php?id=100002489736012

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