aulas sociologia – pps

AULA 1 SOCIOLOGIA BASES HISTORICASO Positivismodurkheim.aula1Max Weber004734_k.marx

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De olhos fechados

Sinto pena dos desesperados que com seus sonhos na palma das mãos, escorrendo por entre os dedos deduz, seduzido por outro, o quer comprar para ocupar o espaço entre um porta retratos e outro. Várias imagens me seduzem, poucas me contentam, um monte de subjetividades sendo batidas no liquidificador, bebo de olhos fechados esse liquido com um gosto que não condiz com a imagem.Sofro em silêncio, calado, mudo, atordoado pelo barulho do ventilador que leva para longe meus desejos e vontades, amordeçado, roto, mudo. 

O controle remoto não funciona, o quarto está escuro, você dorme e eu viajo nas palavras não ditas, nos sorrisos contidos, nas fórmulas não resolvidas. Viajo com pequenos regressos porém sempre com os mesmos desejos!

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ciúmes da lua

…a lua desperta inveja até em postes.

Descobrimos todos s dias o quão ignorante somos ao perceber que podemos mais. Sermos mais tolerantes, sermos mais amigos, sermos mais. Temos a idéia nonsense de que a felicidade é tangível, de que podemos alcançá-la, não. E em alto e bom som ela está presente em todos os momentos de nossas vidas, basta reconhecerem. Um pai ao segurar seu filho, alimentar de dois em dois minutos um gatinho recém nascido e órfão, com 200 ml de leite preparado, amornado, e num colo acalorado receber sua recompensa depois de miados agudos e hipnotizantes e ter o delicioso silêncio imperando. Ficar roxo de tanto rir, e rir da vermelhidão alheia, o mojito voltou depois de um grande passeio. Até um poste de luz tem sonhos…sonha em ser lua, pois ninguém sonha com postes e sim com luas. O momento não pode ser equacionado com o tempo de espera pela sua tão oblíqua visão, seja amplo. Comungue sua felicidade é bom termos testemunhas, relativizada são os sentimentos mundanos, ver que a verdade está mais no olhar que naquilo que é olhado, olhe com paixão, derramem seus olhares, vulgarizem seus muros e joguem fora os tijolos. Não cuspa sacrilégio ao sorrir diante de uma sensação falsa de conquista de algo embasado no seu valor comercial, imposto, que você calcula pelo valor monetário estampado em cifras, comece prestando atenção em seus pais e nos olhares que eles trocam, no carinho que sentem, no tom de voz que eles usam ao te chamar em algum canto da casa, no cuidado que eles tem com vocês, no calor do abraço que dão, agora tentem valorizar isso comercialmente, principalmente se um deles não esteja mais aqui, reconheça esses momentos. Aposente sua visão do outro e cultue seu próprio Eu, a vida do outro não te interessa, você sentirá uma paz tão grande que por momentos confundirá com felicidade.

Sonhe mais com postes!

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Üntermench

Não sei onde foi parar o ser do humano. Somos constantemente bombardeados por reportagens, imagens, falas, fotos, filmes de toda a espécie, num amalgama de sensações e sentimentos. Tenho a impressão que com o passar dos anos, com o avanço tecnológico os fatores negativos superam os positivos, ou é só impressão?  Nietzsche, além de desprezar a democracia, abominava o liberalismo, o socialismo, o feminismo e o cristianismo, vistos como manifestações de debilidade, como expressão de uma vontade majoritária de carneiros, de fracos e de covardes, dos inferiores (Üntermench) enfim, complemento com o sistema capitalista, forjador de alienados de toda espécie, alienados de suas vontades, seus sonhos, seus desejos mais íntimos. Complemento quê que junto a ele, se aproxima do processo totalizante, a indústria cultural, que arrasta milhões para um cemitério, mas não arrasta os mesmos pés para a batalha campal contra um político corrupto, leiam-se vários. Somos selvagens em pele de homem ou homens em pele de selvagens?

Não sei onde foi parar o ser do humano. Absorto pelo que leio nas redes sociais, tento proteger minha boca, calar meus ouvidos, proteger minha moral, encapar minha ética contra essa doença transmissível do jeitinho brasileiro de ser, a que somos todo santo dia, copular com o último sentimento contido no fundo da caixinha de música de Pandora, dançando sob o véu da ignorância. O poder da retórica é grandioso, tolo aquele que acha que o detém, absorto em seus egos gordos, alimentados por esqueléticos mortais, nus em sua dignidade de brasileiro. Quisera eu ter uma Espada do Cloud…

Não quero ser famoso, quero ser importante. Importante para quem me importa, seguir o caminho que me ensinaram bravamente diante das circunstâncias, batalhar todos os dias contra a imprudência alheia, abraçar todos os dias com amor os DJs com gelo nas mãos, a Cigana com olhos de Capitu, a lua e sua chuva de uma pedra só, abraçar meus olhos, meu coração e meus sentidos, pois não são mais meus, não quero ser famoso quero ser importante para quem me importa. Fernando pessoa não era nada, não queria ser nada, mas guardava em si todos os sonhos do mundo, não chego a tanto, pela humildade ao poeta e pela pequenez do meu ser. Posso apenas querer um só, ele já me satisfaz.

E por fim, aos informados desinformados de plantão, ao utilizarem algum livro sagrado para alguma religião, o faço por completo, não utilize pequenos trechos escolhidos a bel-prazer para saciar seu desejo apequenado de tentativa de menosprezar o outro, resigne-se na sua inferioridade perante o Deus que tu próprio cultua, e seja mais tolerante com aquele que não lhe fez mal algum, pois a sua verdade é uma falácia.

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…sono que não vem, antítese dos meus sentimentos.

Quantos pés. Com eles eu vejo e escuto as mazelas de que presencio todos os dias, seja andando de um lado para o outro, vociferando teorias a ouvidos atentos;  ando para a cozinha em busca de algo na geladeira, para saciar meu estômago que ruge orquestralmente. Com ele vago pela praça, passando por onde muitos passam.

Meus pés me conduzem para onde apontam minhas necessidades. E como temos necessidades hoje em dia. Chegam-me aos montes, informações sobre produtos que não vou comprar, imagens de mercadorias que insistem ser do meu agrado aliada à necessidade. Avanço tecnológico viciante que fascina, captura, compra e sacia. Somos levados a acreditar que colocando-se um copo com água em cima de uma televisão, e ouvir do outro lado dos pixels, alguém ritualizar um modos operandi que há muito se é usado para manipular, seduzir com a salvação, aquele carro, aquela joia, aquela viagem, aquela moto, aquele homem, e por que não aquela ação, e depois bebê-lo como uma água purificadora. Mas qual é o seu pecado?

Meus pés que correm. Correm para chegar em algo ideal, seria o padrão de beleza que é inserido nos nossos pensamentos. Quero um corpo legal para o verão e engordar debaixo de um ededron no inverno, comendo pipoca com Nutella. Correm para chegar a tempo de ver a novela, e esperar com angústia e desespero a cena que o mocinho dá uma surra no bandido, e você vibrando no sofá. Aquele bandido representa meu chefe, minhas contas sem fim, meus sonhos adiados, meu amor no freezer, meu livro acabado, meu restinho de sono. Correm para depositar o dízimo, pois o banco já vai fechar, pois se não conseguir pagar hoje essa bolha que me cerca em forma de proteção divina, se extinguirá até a compensação. Pois é não posso correr o perigo. Perigo de quê?

Agora os pés dormem.

…seus pés correm para Cícero, os meus para Nina.

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